Prefeitura apresenta novidades no combate aos pernilongos
Abril 01, 2004

O elevado nível de poluição dos rios, aliado às temperaturas elevadas dos últimos dias, criam condições favoráveis para a proliferação de um indesejável visitante dos lares paulistanos: o Cúlex Quinquefasciatus, nome científico do pernilongo que incomoda tantos vizinhos que moram nas proximidades dos rios. O Cúlex tem hábitos hematófagos: sugan, à noite, sangue das pessoas, especialmente homens.

Carlos Alberto Madera, do Centro de Controle de Zoonoses (CZZ), explicou que mensalmente é realizada, em toda a extensão dos rios, a aplicação de larvicida biológico (bacilos esféricos). Já o controle do mosquito adulto é feito diariamente, mediante a aplicação de inseticida na vegetação dos rios, com equipamento de ultra baixo volume a frio. Segundo Madera, o trabalho do CZZ tem se mostrado efetivo, já que foi constatada uma "grande diminuição da fase larvária" do Cúlex Quinquefasciatus

Mas para que o controle do mosquito adulto seja efetivo, outros órgãos tem de fazer sua parte, disse Madera. A EMAE (Empresa Metropolitana de Água e Energia) tem a obrigação da roçagem na vegetação dos rios, e a retirada da vegetação aquática. A CPTM, por sua vez, tem obrigação de roçagem da vegetação posterior à linha de trem. "Tem de haver um sincronismo de ações", disse Madera.

Nos bairros

Já nos bairros a ação passou a ser realizada pelas subprefeituras, que agora dispõem de unidades de vigilância em saúde. O Centro de Controle de Zoonoses entregou a várias subprefeituras equipamentos de ultra baixo volume a quente para efetuar aplicações de inseticida nas ruas. Madera explicou que o "fumacinha" não é mais utilizado por uma questão ambiental, já que utilizava óleo diesel para dispersar o inseticida. No novo equipamento, o veículo de dispersão é um solvente a base de água. O serviço tem de ser solicitado pela população na unidade de vigilância em saúde da respectiva subprefeitura, que segundo Madera "tem equipamento e pessoal para isso".

Colaboração

Madera solicitou a colaboração da população no combate ao pernilongo. "As margens dos córregos tem de estar limpas e roçadas", explicou, solicitando que a população "não jogue lixo ou entulho nos córregos", e que solicitem nas subprefeituras a roçagem da vegetação nas margens.

Por último Madera explicou que o Cúlex não oferece qualquer perigo à população da área metropolitana, já que não transmite nenhum tipo de doença


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