Inseticida biológico combate pernilongo transmissor da elefantíase
Recife, 26 (Agência Brasil - ABr) - Pesquisa desenvolvida pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA) em cooperação com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) resultou no estabelecimento de uma tecnologia para a produção industrial do inseticida BS1 SC que combate o pernilongo (conhecido popularmente no Nordeste como muriçoca), inseto transmissor da filariose.
A doença, causada pelo verme Wuchereria bancrofti, é transmitida ao homem por meio da picada do inseto, que suga o sangue da pessoa infectada e depois repassa para outra que não tem o verme. A filariose pode permanecer incubada no organismo por um período de 8 a 10 anos antes de se manifestar. A doença, também conhecida como elefantíase, provoca inchaço das pernas e braços, comprometendo a locomoção e a vida sexual dos doentes. Atualmente o combate ao inseto é feito por meio de aplicação de inseticida na superfície de lagoas, canais e fossas sanitárias, provocando contaminação do meio ambiente devido ao uso de produtos químicos não biodegradáveis.
Com a descoberta do inseticida biológico utilizando-se a cepa 2362 do bacillus sphaericus, fornecida pelo Instituto Pasteur, da França, o combate as larvas do mosquito pode ser feito de forma não tóxica para o homem, animais e plantas. Após 48 horas da aplicação do BS1 SC as larvas morrem sem causar danos à natureza.
A região metropolitana do Recife, cercada de canais e mangues, tem o maior índice de filariose do Brasil. Em algumas áreas, de cada cem pessoas com idade entre 25 e 35 anos, treze são portadoras do verme causador da doença. (Márcia Wonghon)
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